Histórico

A criação da rede nacional de pesquisa em SSAN teve início com a instituição do Grupo Pró-Rede de Pesquisadores e Pesquisadoras em SAN, articulação prevista em proposições das Conferências Nacionais de SAN e no Seminário de Pesquisa em SAN, realizado em dezembro de 2012, em Brasília, pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Ministério das Relações Exteriores (MRE). Este seminário produziu uma Carta Política a qual indicou a necessidade de constituir uma rede de pesquisadores (as) em SAN no Brasil.

A articulação em prol desta rede teve início em 2014 e desde então conta com a presença de profissionais vinculados a instituições de ensino e pesquisa sediadas em diferentes regiões do país, por meio de uma Pro-Rede. O objetivo desta é propor formas e instrumentos de integração de pesquisadores (as) desse campo temático, com vistas a estimular o intercâmbio entre eles e interagir com as agências de fomento e outras instituições públicas relacionadas com a SAN. No ano de 2015 os membros da Pro-Rede de Pesquisadores (as) em SAN organizaram encontros, em algumas capitais do país, visando contribuir com a 5ª Conferência Nacional de SAN e com orientações para a conformação de uma Rede Nacional de Pesquisadores (as) em SAN.

Para o ano de 2016 os membros da Pro-Rede organizaram o II Encontro Nacional de Pesquisa em SAN, para outubro do mesmo ano, na cidade de Brasília-DF. A chamada pelo segundo encontro indicou uma continuidade no processo iniciado pelo Seminário realizado em 2012. Neste novo encontro tivemos sessões com debates e apresentações sobre temas relevantes para a pesquisa em SAN e para a agenda de fomento à pesquisa, além de apresentação de trabalhos científicos. É também foi objetivo deste II Encontro apresentar aos participantes a proposta de instituir uma Rede Nacional de Pesquisadores (as) em SAN, com a perspectiva de constituição de uma associação científica nesse campo.

Em novembro de 2017 foi realizado o III Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, em Curitiba – PR. Estiveram reunidos mais de 300 participantes entre pesquisadores (as), educadores (as), extensionistas, estudantes, profissionais, e demais agentes comprometidos com a construção de um conhecimento democrático em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Em 10 de novembro, último dia do III ENPSSAN, tivemos a oportunidade de aprovar a formalização da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional.

A atuação da Rede orienta-se a partir dos seguintes princípios:

I. Conhecimento acadêmico interdisciplinar e multiprofissional, respeitando as diversas formas
de geração de conhecimento e a diversidade metodológica.
II. Pesquisa cidadã comprometida com a superação da fome e a promoção da soberania e da
segurança alimentar e nutricional.
III. Independência e autonomia em relação a governos, partidos políticos, organismos
nacionais e internacionais e interesses privados.
IV. Compromisso permanente com a redução das desigualdades e a promoção da equidade de
gênero, étnico-racial e geracional.
V. Defesa da qualidade dos alimentos e da alimentação adequada e saudável que respeite as
circunstâncias socioambientais e as culturas.
VI. Geração de conhecimento que contribua com as políticas públicas e posicionamento no
cenário nacional e internacional livre de conflitos de interesse

Igualmente, as diretrizes de ação da Rede PENSSAN visam a promover, entre outros: (a)
cooperação entre pesquisadores(as) nacionais e internacionais; (b) diversidade metodológica;
(c) característica multi, inter e trans-disciplinar na produção do conhecimento; (d)
conhecimento voltado paraa novas formas de ensino e extensão; (e) troca de saberes com
organizações, movimentos e grupos sociais; (f) diversidade profissional, institucional, regional,
de gênero, geracional, cultural e étnico-racial; (g) estratégias de divulgação da produção
científica e disseminação de conhecimento no âmbito acadêmico e na sociedade; (h) interação
entre conhecimento, política e ação; (i) ações, financiamento e parcerias livres de conflito de
interesses.

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