GRUPOS TEMÁTICOS

Nossas ementas estão em fase de atualização até o segundo semestre de 2020. Os atuais Grupos Temáticos são:

GT 1 – Direito Humano à Alimentação Adequada

Partindo da alimentação como direito social previsto na Constituição Federal de 1988, fruto de mobilização social, o grupo debaterá trabalhos que abordem o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) no olhar de diversos atores sociais, avanços e violações relacionados à realização desse direito, mecanismos e instrumentos de monitoramento e exigibilidade por parte dos titulares e aplicadores de direito. Como uma das estratégias para alcançar o DHAA, o grupo debaterá a educação alimentar e nutricional (EAN) no que tange à seus limites e possibilidades como matriz educacional crítica/emancipatória, os elementos que norteiam sua prática e seu papel no fortalecimento de ações e políticas públicas voltadas para o alcance dos direitos humanos. Destacam-se ainda como temas deste GT: os mecanismos de denúncia de violações dos DHAA; a informação no campo do DHAA; o acesso a alimentos livres de contaminantes (como os agrotóxicos); garantia do acesso à terra, à água, ao trabalho e a outros direitos, especialmente pelas populações mais vulneráveis como a população negra, indígena e os povos e comunidades tradicionais; os espaços públicos de participação, formação e controle social. Este grupo busca, assim, contribuir para a compreensão do DHAA no olhar de diversos atores sociais, identificar avanços e violações relacionados à realização desse direito, mecanismos e instrumentos de monitoramento e exigibilidade.

 

GT 2 – Produção sustentável e processamento de alimentos

O GT 2 tratará de debater os seguintes temas: Produção e processamento de alimentos; Transição agroecológica para a construção das escolhas alimentares saudáveis; modos de produção de alimentos e efeitos na saúde e ambiente; Impactos/efeitos do uso de agrotóxicos, transgênicos e biofortificados sobre a saúde humana e sobre o meio ambiente; Impactos de grandes obras sobre recursos naturais, perda da sociobiodiversidade; a questão alimentar e os aspectos ambientais (mudanças climáticas – secas, cheias); Acesso à agua e a interface com a produção e o processamento de alimentos; Processamento de alimentos: potencialidades e impactos para a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional; Educação Alimentar e  Nutricional na produção e processamento de alimentos; Normas sanitárias e seu impacto no processamento, na promoção da equidade, na inclusão socioeconômica e na cultura alimentar tradicional e religiosa; Etnodesenvolvimento e inclusão produtiva com um olhar diferenciado para a população negra, povos originários e povos e comunidades tradicionais (PCTs); Metodologias e indicadores de estudo e avaliação da produção e processamento de alimentos na perspectiva de SAN; Biodiversidade e SAN; e Políticas Públicas relevantes para o tema.

 

GT 3 – Abastecimento e consumo alimentar saudável

O GT 3 Abastecimento e consumo alimentar saudável contempla discussões sobre: Consequências dos atuais padrões de abastecimento de alimentos; Ordenamento territorial sob a lógica de mercado; Formas alternativas de abastecimento alimentar; Comercialização e mercados de alimentos; Articulações ruralurbano; Redesenho dos sistemas agroalimentares; Circuitos curtos e de proximidade; SAN em situações emergenciais e de catástrofes; Consumo alimentar enquanto ato político; Propaganda de alimentos, seus efeitos e regulação; Ações de proteção aos consumidores; Alimento saudável na perspectiva da indústria, mercados locais, institucionais e consumidores; Desperdício de alimento no consumo institucional, familiar e individual; Mercados institucionais; O papel das mulheres para garantir a SAN; SAN e Agroecologia: diálogos necessários para o abastecimento e o consumo saudáveis; Políticas públicas relevantes; Educação para o consumo saudável e sustentável.

 

GT 4 – Efeitos da Insegurança Alimentar e Nutricional

Insegurança alimentar e nutricional ainda carece de esforços de investigação voltados tanto para suas consequências e desdobramentos na vida social como sua inserção na trama de desigualdades sociais na nossa sociedade. A insegurança alimentar e nutricional pode afetar de diferentes formas grupos específicos como crianças, gestantes, adultos, famílias, povos e comunidades, regiões e nações. A análise desses efeitos ainda demanda um esforço de investigações. Por exemplo, é necessário avaliar os possíveis efeitos deletérios da insegurança alimentar no desenvolvimento físico, mental e emocional de crianças. Por outro lado, a insegurança alimentar e nutricional se relaciona com fenômenos muito além da fome e sua sensação física. Quando presente, ela reflete na alimentação inadequada, no consumo de alimentos indesejáveis, ou em uma alimentação deslocada dos valores culturais da sociedade. Isto contribui para os desvios nutricionais de sobrepeso/obesidade, aumentando as doenças crônicas não transmissíveis, o stress, a violência e a fragmentação das relações sociais, produzindo, desta forma impacto negativo no capital social de uma nação. Povos e comunidades tradicionais, grupos vulneráveis, população excluída da economia formal, afetados pela insegurança alimentar, frequentemente sofrem também outros agravos como a degradação ambiental, necessidade de deslocamentos de suas origens e mudanças nos seus hábitos alimentares, com aumento ainda mais a gravidade da sua situação. O Grupo Temático 4 procura desenvolver trabalhos sobre os diversos efeitos da insegurança alimentar e nutricional para indivíduos, famílias, comunidades e populações vulneráveis, articulados aos temas do território, do sistema nacional de segurança alimentar e nutricional (SISAN), do desenvolvimento, dos movimentos e redes sociais, da cultura alimentar e das práticas alimentares tradicionais, da sustentabilidade ambiental e formas de resiliência, da saúde mental, do racismo institucional, da educação alimentar e nutricional, além de estudos sobre políticas públicas.

 

GT  5 – Comida e cultura: Os múltiplos olhares sobre a alimentação

O ato de comer nunca é ação neutra e tampouco é restrito a sua dimensão biológica, revestindo-se de sentidos e valores expressos em escolhas e práticas alimentares. Este Grupo de trabalho objetiva contribuir para compor um quadro das pesquisas que, no Brasil, têm se debruçado sobre as relações entre comida e cultura na perspectiva da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Serão acolhidos trabalhos que discutam as percepções sobre a alimentação a partir da diversidade sociocultural, abordando temas como os distintos significados de alimentação adequada e saudável e de sua promoção, bem como as experiências da educação alimentar; percepções socioculturais da (in)segurança alimentar, fome e pobreza, saciedade e/ou  privação alimentar experimentadas por diferentes grupos sociais; saberes e práticas da alimentação enquanto manifestações de patrimônio cultural; olhares e narrativas sobre corpo, gênero e subjetividades.

 

GT 6 – A Construção da Pesquisa em SAN: avaliações, métodos e indicadores

O GT6 pretende estimular a discussão de princípios epistemológicos e questões conceituais no campo da pesquisa em SAN, indicando caminhos para fomentar a pesquisa e qualificar abordagens metodológicas de distintas naturezas, quantitativas e qualitativas, de monitoramento e avaliação de políticas públicas, entre elas a SAN. A discussão buscará, ainda, valorizar experiências em educação alimentar e nutricional que reconheçam saberes e práticas alimentares, além de identificar caminhos para a participação, a intersetorialidade e a interação com políticas públicas. As abordagens utilizadas para apreensão da SAN pelos sujeitos passam pela diversidade de atores, ideias, interesses e perspectivas. Assim, o grupo pretende incluir trabalhos que tematizem: práticas populares; a socialização de tecnologias sociais; o monitoramento da SAN nas esferas nacional, estadual e municipal; sistemas integrados de informação e articulação de redes.

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